Apresentação do Treino Livre doBalaio

O Treino Livre do Balaio está em novo endereço. Agora ele acontece no Espaço doBalaio – Rua Miguel Rachid, 692 – Ermelino Matarazzo – próximo a estação Comendador Ermelino da CPTM

sábados das 10h às 13h.

(Confirmem os dias em nossa agenda)

O Grupo doBalaio vem, por meio deste, convidar artistas e comunidade interessada para participar do Treino Livre do Balaio, a re-iniciar a partir de 30/04/11 no Espaço doBalaio, localizado na Rua Miguel Rachid, 692, Ermelino Matarazzo, São Paulo. A atividade se estenderá aos Sábados, das 10h às 13h, sem data prevista para término. Ele consiste em abrir o horário de treino de técnicas circenses, pesquisadas pelo grupo, aliado ao teatro e à música, sugerindo um espaço de convivência e pesquisa, estimulando a miscelânea cultural buscada pelo grupo em sua pesquisa do teatro popular. Esta idéia propõe aliar a busca de linguagens ao contato direto com novas pessoas e experiências, proporcionando ao espaço um grande balaio criativo. Uma busca, sobretudo, da identidade cultural periférica.

O grupo trabalha sempre com o pressuposto da experiência aberta, não esperando colher resultados específicos, objetivos esperados com rigidez de acerto. Partimos de um pressuposto e organizamos um grande jogo.

Toda proposta artística será bem vinda, inclusive a não proposta, dos ouvintes e simpatizantes. Porém, para que a trama do balaio não se esgarce numa anarquia imatura, fora de momento, definimos alguns pressupostos, que servirão como bússulos a nos guiar nos dias de encontro:

1) A idéia de multiplicação através do encontro – Não é oficina, é encontro. Não haverá aulas específicas dadas pelo Grupo doBalaio. O espaço será usado para troca, como escambo de idéias, de experiências, estimulada de maneira espontânea pela simples convivência entre as pessoas, artistas ou não. Ou seja, é preciso algo para oferecer, mesmo que esse “algo” seja somente o interesse. Já é um bom começo. Sendo assim colocamos o conceito de multiplicação fora do contexto formal, da relação professor-aluno, e sim com pé de igualdade criativo em que todos se relacionam pela troca de conhecimento e não somente do usufruto dele – A troca.

2) O trabalho comunitário como base de preservação do projeto – Como a grande maioria de projetos culturais colocados em prática na grande malha periférica paulistana, este também não possui apoio publico ou privado. A ocupação do espaço prevê, portanto, a preservação de sua estrutura por meio da ajuda mútua, ou seja, se é interesse da comunidade a manutenção de atividades como esta, deve partir dela a iniciativa para tal. Isso não significa investimento financeiro, mas sim no compromisso com a causa. Numa época em que engajados discutem a relação delicada entre arte e mercado numa sociedade afundada no capitalismo, mesmo que estes mesmos engajados estejam afundados na relação de mercado vendendo seus ingressos àquele publico antigo, tão antigo quanto a própria idéia de burguesia, achamos que, se há maior distância entre arte e mercado, é quando ela é situada nas periferias, seja em relação ao centro geográfico, ao centro econômico ou ao centro de produção de conhecimento. Propostas como essa, tendem a se distanciar do conceito de mercadoria uma vez que é feita sem as grandes leis de incentivo e sem patrocínio privado, em geral concetrado nas mãos de poucos, sendo destinada, portanto, ao fomento da própria região, como veículo de comunicação da comunidade para ela mesma, proporcionando não a sua venda, mas sim a identificação como conhecimento daquele meio, daquele “povo”. Assim, torna-se de resistência a atividade artística, de causa militante, pelo direito à cultura, pelo direito de que continue existindo, como um dos pontos que constituem o que chamamos de identidade cultural da periferia – Mutirão pela manutenção do projeto como uma ação cultural e política.

3) Rediscussão – O terceiro e último pressuposto é a rediscussão dos pontos acima, sempre. A idéia de olhar pra dentro do próprio processo e criticá-lo ao invés de levantar bandeiras. Lançar-se questionamentos. Queremos uma adesão consciente e crítica. Assiduidade mas, também, rotatividade, pessoas que vem, vão e voltam trazendo idéias novas, pessoas novas, caindo de pára-quedas ou cheio de idéias, mas sempre para incluir, acrescentar, partindo da própria crítica, expondo ao círculo as inquietudes e anseios. Jogar numa roda olhares, opiniões, iniciativas – Olhar para o próprio círculo; lançar perguntas; indicar respostas e questioná-las em seguida.

Sendo assim, afim de afiar os três pontos acima, a organização dos encontros se dará da seguinte forma:

– Cada encontro será dividido em duas etapas, treino de circo e troca artística. Utilizaremos três procedimentos básicos: início, meio e fim. Simples. Ao início, uma grande roda; constatação de quais grupos e pessoas estão presentes; exposição do “plano do dia”; apresentação dos possíveis novatos e breve aquecimento coletivo. O meio se dará pela prática do “plano do dia”, com livres possibilidades de encontros e acontecimentos. O fim A troca artística, encerrando, logo após, com uma grande roda, conversa e alguma dinâmica de fechamento.

A cada final de ciclo do Treino Livre doBalaio faremos um “Treino Livre doBalaio, VISITA” O Treino acontecerá em espaço externo, outras ruas, praças, parques, comunidades. É a oportunidade de levar e colher experiências em outras periferias, além de difundir o trabalho e multiplicar ainda mais essa inciativa.

Pretendemos assim dar continuidade a um projeto que parte do Grupo doBalaio para o coletivo.

Ajude a formar a rede, divulgue e traga pessoas. Junte-se ao nosso balaio.

Aos sábados das 10h às 13h.

Espaço doBalaio – Rua Miguel Rachid, 692 – Ermelino Matarazzo

Levem água e roupa de ensaio

Grupo doBalaio


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Uma resposta

  1. […] quem não conhece o que é o Treino Livre do Balaio, clique aqui e confira os princípios metodologicos do Balaio para o treino circense, partindo da experiência […]

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